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Produtores do Projeto Alta Produtividade fazem avaliação 2019 e planejam 2020

Produtores do Projeto Alta Produtividade fazem avaliação 2019 e planejam 2020
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Neste mês de dezembro, os quase setecentos produtores de cacau participantes dos 27 Grupos do projeto CACAU 500 de Alta Produtividade espalhados pelas regiões do sul da Bahia estão se reunindo com Extensionistas da Assistência Técnica e Extensão Rural da Ceplac para fazerem a avaliação de desempenho, analisar resultados, desafios superados e planejar o trabalho para o próximo ano de 2020.

Os Grupos 1 e 2, pioneiros do projeto, se reuniram na Fazenda São Jorge, do produtor Nerivaldo Santana, conhecido como Neri, em Uruçuca, com a participação de 46 produtores e os técnicos do Centro de Extensão da Ceplac Rozenilton Klecius e Ivan Costa e Souza, para fazerem suas avaliações.

RELATO DE EXPERIÊNCIAS

Os produtores relataram suas experiências de uso das tecnologias e a elevação de produtividade. Dentre eles, marcou presença o produtor Marcos Melo, maior caso de sucesso em produtividade ao superar a barreira das 500 arrobas de cacau por mil plantas. Nos poucos casos de perda de produção, os técnicos da Ceplac programaram a ida às propriedades para fazer uma avaliação do trabalho realizado e as causas do não atingimento das metas estabelecidas para que sejam feitas as correções.

Estes dois Grupos foram formados através do Sindicato Rural de Ilhéus e tem o cacauicultor José Carlos Maltez como coordenador. A função do coordenador é organizar os produtores e os eventos, tais como cursos, palestras e dias de campo a ser realizados pelos técnicos de Extensão da Ceplac. Eles têm contado direto com os técnicos e também representam o Grupo em negociação de venda de produtos e compra de insumos.

Na condição de coordenador de Grupos, Carlos Maltez afirma que vários produtores no modo Cabruca, como ele, estão evoluindo em produtividade, já tendo vários deles com a expectativa de ultrapassar as 200 arrobas neste ano de 2020. Mas ele observa que o trabalho de produzir em Cabruca é muito mais pesado e sofre muitas restrições legais, “o que seria resolvido com a implementação do Decreto que autoriza o manejo da Cabruca. Olha, já está passando da hora...” – lembra Maltez.

Maltez coordena os Grupos e vê ganhos importantes no projeto.

Em seu trabalho de avaliação, o coordenador considera as vantagens do aprendizado solidário, com muita troca de experiência entre produtores, e o despertar para os benefícios das compras e venda em comum como pontos altos do projeto.

– Eu acho que poderemos evoluir mais em termos de organização para a produção – observa Maltez. E – conclui – “temos como desafios conseguir capital para trabalhar, arranjar meios para resistir às estiagens, assegurar a manutenção desse serviço de assistência técnica com a qualidade que só a Ceplac pode prestar e trabalhar determinado para não deixar o que já foi feito retroagir.”

Rozenilton: mais polinização e capricho no manejo.

MAIS POLINIZAÇÃO

O Extensionista Rozenilton Klecius observou que a técnica de polinização manual precisa ser mais utilizada nas fazendas para garantir a produção planejada e fazer o manejo conforme a orientação técnica.

INDO BEM, MAS PODE AVANÇAR

Na avaliação do Extensionista Ivan Costa, o Projeto vai indo bem, “o trabalho desses Grupos um e dois tem muitos méritos mas os produtores podem se esforçar mais para avançar em resultados”. Ivan mostrou algumas deficiências como a necessidade dos produtores aproveitarem os produtos, os processados e derivados do cacau – mel, sibira, geleia, chocolate etc. para os quais a Ceplac oferece cursos de aproveitamento de 17 subprodutos –, e realizarem suas compras e vendas em comum para baixar custos e maximizar ganhos.

O Extensionista também orientou os produtores para começarem em 2020 a experiência de formarem um capital de giro para garantir os recursos para aplicar as técnicas na hora certa, de acordo com o Calendário Agrícola. Outra orientação de Costa e Souza foi para os produtores solicitarem permissão de Outorga para fazerem a retenção e uso da água em suas propriedades que permita a todos começaram a irrigar suas plantações visando à proteção contra a seca e a garantia da produção.

A AVALIAÇÃO CONTINUA

O trabalho de avaliação continua nos demais grupos formados a partir da região norte, passando pela região centro, indo até o sul e extremo sul, além da atenção a ser dada aos grupos que serão formados em Santa Luzia e Linhares, no Espírito Santo, completando a cobertura de todas as regiões.

Já foram formados 27 Grupos de produtores. O grupo um, dois e três, em Ilhéus, mais dois em Valença, três em Ituberá, dois em Camamu, dois em Teolândia, dois em Jequié, um em Gandu, um em Ubaitaba, um grupo em Uruçuca, um em Itabuna, um em Buerarema e um em Canavieiras. Agora estão sendo formandos grupos em Ipiaú, Ubatã, Arataca, Camacã, Itamaraju, Mutuípe além de 37 pessoas avulsas que são acompanhadas à espera da formação de grupos próximos às suas áreas de produção.

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Resposta de Alvaro Pereira da Silva

Há algum grupo em formação ou produtores independentes na Amazônia?

★★★★★ Em 05-01-2020 às 16-09h Responder 5

Resposta de José Carlos Almeida Silva

Fautor os dois grupos de Ibirapitanga

★★★★★ Em 03-01-2020 às 15-51h Responder 5
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