Viveiristas decidem criar associação nacional de produtores de mudas de cacau - Mercado do Cacau
Aguarde! Carregando...
X

Mercado do Cacau

Viveiristas decidem criar associação nacional de produtores de mudas de cacau

Viveiristas decidem criar associação nacional de produtores de mudas de cacau

Por Raimundo Nogueira
Fotografia: Águido Ferreira

A decisão de criar uma associação para congregar todos os viveiristas de produção de mudas de cacau do no Brasil foi o ponto alto do I Encontro de Viveiristas de Cacau do Brasil realizado nesta segunda-feira, dia 16/05, no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), na sede regional da Ceplac, km 22 da rodovia Ilhéus/Itabuna.

O encontro foi promovido pelo CocoaAction Brasil-Projeto Cacau 2030 e realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Centro de Inovação do Cacau-CIC, Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) Superintendência Federal de Agricultura (MAPA, SFA-BA) e Agência Estadual de Defesa Agropecuária (ADAB) e reuniu dezenas de viveiristas representantes de cinco estados produtores de cacau. Os participantes assistiram apresentações sobre novas técnicas de produção de mudas, legislação pertinente, normas de biossegurança e defesa sanitária vegetal, feitas por técnicos da Ceplac, Uesc, Biofábrica, CIC, EBDA e SFA, além de relato de experiências e casos de sucesso feitos por representantes de empresas da iniciativa pública e privada.

A coordenadora geral de pesquisa e inovação da Ceplac, Lucimara Chiari, abriu o evento apontando que as mudas com qualidade e genética superior são os principais insumos para o estabelecimento ou a renovação de uma boa lavoura de cacau. “Os cacauicultores precisam ter conhecimento e investir na instalação de lavouras saudáveis e produtivas e não devem negligenciar no aspecto fitossanitário, para evitar a propagação de pragas, ressaltando também o papel estratégico e importante do viveirista nesta fase para o aperfeiçoamento das lavouras de cacau do Brasil.”

                                                                                  

 

Coordenadora Geral de Pesquisa e Inovação da Ceplac, Lucimara Chiari:
aperfeiçoamento da cadeia produtiva.

 

A pesquisadora Karina Gramacho falou sobre biossegurança e as práticas fitossanitárias que protegem os viveiros contra a entrada e transmissão de pragas e doenças, orientando que “cabe aos viveiristas cumprir regras de segurança, tais como cuidados no trânsito de pessoas, higienização de veículos, ferramentas, botas, sapatos, roupas, como receber visitantes, além da escolha de materiais genéticos de qualidade e livre de doenças”.

A responsável técnica da Biofábrica, Kaleandra Freitas Sena, expôs a instituição como pioneira e validadora dos protocolos de produção de mudas da Ceplac ocupando a posição de maior viveiro de cacau a céu aberto do mundo. Informou ainda que a Biofábrica está fazendo a validação da tecnologia de produção de mudas ortotrópicas (plantas em forma de cálice) e que não vai demorar entrar na fase de comercialização.

A representante da EBDA, Catarina Cotrin, informou sobre o estágio das ações desenvolvidas pelo órgão e a necessidade da observação das regras fitossanitárias, principalmente os cuidados preventivos para evitar a entrada da monilíase no Estado da Bahia.

O Fiscal Federal Alfredo Dantas expôs, didaticamente, o passo a passo para a legalização dos viveiros, orientando sobre os benefícios da certificação, alertando para as penalidades aplicadas aos viveiros ilegais.